Pólipos Endometriais


Os pólipos endometriais são lesões benignas que se desenvolvem dentro da cavidade uterina ,na camada do tecido que menstrua denominado endométrio, possuem baixo potencial de malignização.

Quadro clínico e Diagnóstico
  • Pós-menopausa, 70 a 75% das pacientes são assintomáticos, tendo como único achado ocasional um espessamento endometrial, geralmente focal, à ultrassonografia transvaginal. Pode estar associados a sangramento anormal em torno de um terço dos casos. A malignização e atipias compõem 2% dos casos estáticos.
  • Período reprodutivo seu diagnóstico é obtido nas pacientes sintomáticas, com sangramento uterino anormal ou infertilidade.
Histeroscopia diagnostica

Em poucos casos são encontrados sinais de hemorragia nos pólipos ou próximo a ele durante histeroscopia diagnóstica.

No período reprodutivo o diagnóstico é feito na maioria das vezes em pacientes já sintomáticas, com sangramento uterino anormal, ou pacientes que vem com queixa de infertilidade submetidas à histeroscopia diagnóstica.

A ultra-sonografia transvaginal
  • Não apresenta especificidade para o diagnóstico de pólipo endometrial.
  • Método de escolha para triagem de patologias endometriais em mulheres com sangramento uterino anormal.
  • O endométrio, quando bem visualizado, e com espessura menor ou igual a 4 milímetros, tem a probabilidade quase nula de apresentar um câncer de endométrio.
  • Se houver espessamento endometrial (maior ou igual a 5 milímetros) no período pós-menopausa ou imagem focal hiperecogênica em mulheres sintomáticas no período reprodutivo, a hipótese diagnóstica de pólipo endometrial e provável.
  • O exame ultra-sonográfico, associado ou não à histerosonografia e à doplervelocimetria vascular, apesar de sua alta sensibilidade, não é suficiente para diferenciar lesões focais malignas de benignas.
A curetagem uterina diagnóstica

A curetagem uterina diagnóstica, embora possibilite retirada de amostras de endométrio para análise histológica e seja adequada para diagnóstico em lesões difusas, como mais freqüentemente ocorrem nas pré-malignas ou malignas, falha nas lesões focais como as polipóides de qualquer etiologia.
  • Favorece a retirada de amostras de endométrio para análise histológica.
  • Adequada para diagnóstico em lesões difusas, como mais freqüentemente ocorrem nas pré-malignas ou malignas.
  • Falha nas lesões focais como as polipóides de qualquer etiologia.
A histeroscopia diagnóstica panorâmica
  • Identifica facilmente e permite a biópsia dirigida da lesão.
  • Avalie com detalhes toda a cavidade uterina.
  • Falha no diagnóstico diferencial visual de lesões benignas das pré-malignas e malignas.
Tratamento

Não há consenso sobre a melhor forma de tratamento dessa doença.
  1. Alguns estudos indicam certa desconfiança e remoção
  2. Outros estudos, por outro lado, propõem condutas mais conservadoras, sendo recomendada remoção somente no caso de virem a apresentar sintomas, como:
  • sangramento uterino anormal
  • infertilidade no menacme
  • sangramento anormal na pós-menopausa
  • atipias na pós-menopausa
Nesse caso, a histeroscopia ambulatorial é sugerida como método capaz de identificar com maior segurança lesões focais, benignas ou malignas, e propiciar sua biópsia dirigida, com diagnóstico definitivo pelo exame histológico.

Quando são diagnosticados são retirados preferencialmente por histeroscopia em centro cirurgico. A vantagem desta abordagem é a segurança da retirada do pólipo e retorno a vida normal rapidamente.

A histeroscopia compõem se de uma cirurgia na qual uma fibra ótica é introduzida na cavidade uterina acoplada a uma "faquinha" que resseca o polipo em sua base.

Normalmente a internação não é superior a doze horas no ambiente hospitalar.

Na decisão sobre a melhor forma de tratamento interessam:
  • os sintomas (sangramento anormal, infertilidade)
  • o período reprodutivo (menopausa ou não)
  • o uso de medicamentos (reposição hormonal, tamoxifeno)
Pacientes no período reprodutivo
  • Mulheres inférteis, com pólipos endometriais sintomáticos ou não e independentemente de seu tamanho, após polipectomia apresentam melhora da fertilidade.
  • Mulheres com sangramento uterino anormal (menorragia, sangramento prolongado ou intermenstrual), quando submetidas a polipectomia histeroscópica, têm melhora de seus sintomas em torno de 70% dos casos. A taxa de malignidade e praticamente nula.
  • Mulheres com sangramento na pós-menopausa submetidas à polipectomia têm taxa maior de sucesso (em torno de 90%), com pequeno risco de complicações cirúrgicas. Estas pacientes têm um maior risco de malignidade quando comparadas com aquelas no período reprodutivo, e o tratamento conservador nas pacientes de alto risco para câncer de endométrio pode ser considerado somente após excluir o diagnóstico de lesão maligna.
A polipectomia histeroscópica em lesões benignas, com a paciente hospitalizada e uso do ressectoscópio, é a opção de tratamento cirúrgico com melhores resultados para as mulheres sintomáticas.

Podem constituir fator de risco para câncer de endométrio mesmo os pólipos endometriais assintomáticos, cujo único achado geralmente é espessamento endometrial focal, diagnosticado ocasionalmente por meio da ultra-sonografia transvaginal, na pós-menopausa, Mas considerando a baixa freqüência e alterações pré-malignas ou malignas nessas pacientes, e o risco cirúrgico, a conduta expectante tende a ser adotada, principalmente após exclusão dessas alterações em pacientes com maior risco para câncer de endométrio.


Fonte: http://misodor.com

ATENÇÃO: Estas são informações gerais sobre o assunto, descritas em literatura médica ou por médicos especializados. Este texto não deve ser usado para qualquer tipo de diagnóstico ou automedicação. Em caso de qualquer suspeita, procure imediatamente seu médico.